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EDUCOMUNICANDO - 120
 
     
     
     
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Estudo Mostra Novo Consumidor, Menos Passivo e Mais Criativo.

*Matéria adaptada da notícia veiculada no Valor Econômico, por Vanessa Barone em 19/05/2009.

"O consumidor de hoje é uma espécie de empresa criativa e cada vez mais o mercado deverá estar preparado para confrontar-se com ele." É essa a premissa do novo estudo do sociólogo, jornalista e escritor Francesco Morace, que lançará o livro "Consumo Autoral" (Ed. Estação das Letras) na Livraria Cultura da Avenida Paulista.

No ponto central do livro de Morace está o "consumautore" (consumidor autor). "Ele é a figura do futuro", afirma o sociólogo. "Não se trata de um consumidor passivo que se adequa às ofertas, mas de um protagonista em termos criativos." Segundo o escritor, isso que dizer que ele tem capacidade de escolher, interpretar e combinar livremente serviços, produtos, estéticas - o que torna cada vez mais difícil distinguir entre aquilo que ele consome e aquilo que ele mesmo produz.

De acordo com Morace, esse novo comportamento mexe com a sociedade, principalmente de países mais conservadores, como os do Oriente Médio. "Nesses casos, o sistema do consumo torna-se um instrumento para tirar do eixo sociedades repressivas e impregnadas por crenças milenares", afirma. "O consumidor autoral aprenderá a viver em primeira pessoa, abandonando as seguranças ideológicas e abrindo a própria experiência a novos mundos."

De acordo com Morace, o momento que vivemos hoje é de enlouquecer os defensores do marketing de segmentação - que acreditam na aglutinação das pessoas apenas pela faixa etária. "A análise das gerações e o estudo da faixa etária estão mudando", diz Morace. "O sexo e a idade não ajudam a definir categorias precisas, mas tornam-se variáveis estratégicas para o jogo paradoxal dos opostos que se atraem, criando uma cumplicidade impensável há alguns anos atrás: os avôs e os netos, os adolescentes e os jovens adultos trocam experiências de uma maneira ambivalente.

Segundo o escritor, há outras tendências povoando o universo do consumo, atualmente. Entre elas está questão da sustentabilidade - seja ligada ao ambiente, à convivência civil, à responsabilidade empresarial e à produção. "Este é um tema imprescindível."

Outra tendência é a chamada de Novo Iluminismo que, de acordo com Morace, prioriza a qualidade e o conteúdo, em detrimento do apelo da publicidade e da imagem. "Há um desejo das pessoas de eliminar o supérfluo, de simplificar e de buscar valores elementares."

Mas a maior mudança, segundo o presidente do Future Concept Lab, será a democratização definitiva do consumo, que será entendida por milhares de pessoas como um modo de ter acesso à modernidade e de ser mais feliz. "O consumo foi considerado por muitas décadas uma dimensão de acesso ao luxo. Hoje torna-se um instrumento extraordinário de igualdade", afirma Morace, que acredita que o Brasil pode participar desse processo de democratização criativa. "O acesso a produtos e serviço será uma chave estratégica. Não no sentido de produtos de baixa qualidade, mas no sentido de obter o máximo da performance por um custo reduzido", diz.

 


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