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Inovação - Pensar e Agir Diferente para Liderar

Terceiro evento da Universo Qualidade em 2009 para 500 executivos confirmou o interesse do empresariado brasileiro em buscar informações e idéias para incluir em seu plano estratégico o verbo “inovar”

Platéia de 500 pessoas presentes no evento para conferir o conteúdo de José Miguel Chaddad, Ricardo Voltolini e Silvio Meira.

As aceleradas transformações na maneira de gerir os negócios ao longo dos últimos 20 anos mostraram a importância de uma renovação constante. Nesse contexto, o conhecimento é apontado, cada vez mais, como um fator determinante para trazer verdadeiros diferenciais competitivos a serviços e produtos – algo fundamental em tempos de altíssima competitividade, tanto no fora, quanto dentro do Brasil.

Dessa forma, a inovação ganha força no cenário corporativo.  Vários fatores contribuíram para essa mudança de paradigma dentro das organizações, entre eles, a inclusão da internet no cotidiano empresarial e uma geração de funcionários mais questionadores, informados e dinâmicos.  No século XXI tornou-se estratégico para os negócios inovar constantemente, observando as iniciativas econômicas e sociais externas aos muros das empresas para adaptá-las às novas demandas dos clientes, muitas vezes até se antecipando às tendências. Isso é uma característica essencialmente inovativa e o momento exige que o empresariado pense dessa maneira.

Marlene Ortega abre o evento com os palestrantes no palco, para 500 pessoas..

Para discutir essa nova situação do mercado, a Universo Qualidade e a Relevantte, com patrocínio da Medial Saúde, realizaram na última quarta-feira, 26 de agosto, no teatro do Hotel Renaissance, em São Paulo, o evento “Inovação – Pensar e agir diferente para liderar”.

Três importantes especialistas convidados por Marlene Ortega discorreram sobre as diversas formas de semear a cultura da inovação nas empresas brasileiras. A tarde começou com José Miguel Chaddad, Consultor da Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras), para explicar a importância de saber construir e gerir projetos de forma criativa.

Na sequência, Ricardo Voltolini, jornalista, publisher da Revista Ideia Socioambiental e diretor da Consultoria Ideia Sustentável, acentuou a necessidade de mudança nos modelos mentais para conquistar resultados que agreguem valor econômico e social. E para completar, a análise do Prof. Silvio Meira, cientista-chefe do C.E.S.A.R  - Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, considerado um dos 100 mais influentes brasileiros, falou a respeito do papel das ferramentas tecnológicas na evolução dos negócios e do próprio ser humano.

Quebrando mitos

O encontro foi aberto por Marlene Ortega, que salientou os ganhos em produtividade e, consequentemente, em lucratividade que a colaboração e processos inovadores tem incorporado para gestores e empresários. “A inovação tem sido considerada uma ferramenta estratégica importantíssima e deve estar presente em todas as áreas operacionais, deve estar na área comercial, do marketing, da administração etc. O que precisamos fazer é criar rotinas organizacionais, mecanismos de recursos humanos que preparem as pessoas a compreender o que é inovação”.

A executiva também apresentou à plateia a tecnologia de vídeo wall de LCD Samsung 460 UT, utilizada pela primeira vez na América do Sul para apresentações em seminários. Além disso, foi oferecido conteúdo exclusivo via Bluetooth a todos os participantes, em uma parceria com a E-mobile.

Marlene Ortega deu início às participações dos palestrantes com uma máxima de Thomas Edson, para exemplificar que é possível inovar em qualquer segmento:“Sempre há uma maneira melhor de fazer alguma coisa. Encontre-a”.

Deu-se então a participação do primeiro palestrante, José Miguel Chaddad, que informou aos presentes que inovar não é necessariamente criar algo novo, inventar algo essencialmente novo. Diversos equívocos ocorrem quando se leva em consideração o mito de que, para implantar novos processos dentro de uma companhia é preciso modificar completamente a linha de produção ou os serviços oferecidos. “Inovar é muito simples, não é caro como se acredita, depende da atitude do empresário”, disse à plateia.

Para Chaddad, o Brasil tem talento empreendedor e pesquisadores de excelência bastante expressivos, já que o País está imerso em um ambiente democrático e dinâmico, o que resulta em uma atmosfera encorajadora para a inovação. No entanto, o empresariado não conseguirá transformar conhecimento em desenvolvimento econômico se as empresas mantiverem a posição conservadora em seus negócios. “É preciso quebrar mitos, pois em qualquer atividade humana é possível inovar e obter sucesso”, comentou.

 
 

José Miguel Chaddad durante sua palestra .

Para exemplificar, o consultor explicou que a ação de inovar pode seguir linhas diferenciadas. Desde mudanças radicais, que trazem rupturas profundas ao introduzir algo no mercado, o que trará novos padrões de referência; até mudanças incrementais, as quais resultam em pequenas melhorias em algo existente para amplificar o seu poder de penetração no mercado consumidor ou mesmo aumentar as potencialidades do produto.

Chaddad tangibilizou esses conceitos ao citar o CD como inovação radical, pois inviabilizou o produto antecessor, o disco de vinil. No caso de mudanças incrementais apontou a garrafa térmica, que sofreu modificações ao longo do tempo para acondicionar melhor o líquido, no entanto, diversos modelos existem no mercado.  “Inovar também é proporcionar melhoria de desempenho aos produtos”, disse Chaddad, completando seu raciocínio.

Inovação e sustentabilidade

“O que gerou um novo paradigma no mundo dos negócios foi o fim da Era Industrial e do ‘ou/ou’, o fim da mentalidade do ‘ou eu sou sustentável ou eu sou lucrativo’” afirmou Ricardo Voltollini, palestrante seguinte.

Para o jornalista, a “onda verde” chegou para de fato mostrar para as companhias que uma nova cultura na gestão dos negócios é necessária, a fim de manter os próprios negócios em consonância com as percepções que os clientes e consumidores tem do mundo em que vivem e, consequentemente, dos produtos que utilizam. “Em todos os campos da cadeia produtiva é possível ser sustentável. Sustentabilidade já pressupõe inovação”, afirmou.

Segundo Voltollini, incluir atitudes inovadoras deve ser parte integrante do cotidiano das organizações, a começar pela forma com que suas equipes são lideradas.  Organizações flexíveis não são muito fragmentadas, pensam de forma diferenciada e criam equipes com projetos diferentes e ouvindo as opiniões de cada indivíduo desses grupos. “Este tipo de organização facilita o diálogo, cria ambientes para dialogar, são colaborativas, além de ser muito mais tolerante às diferenças – diversidade de idéias, de valores, de raças e de crenças – não tão hierarquizada ou controladora e um tanto caótica. A maioria das ações inovadoras vem das bordas”. Para Voltollini, esse tipo de organização viva contribui para aumentar a produtividade dela  própria e todo mercado como um todo.

Na visão do publisher, para implantar ações novas é extremamente necessário que os gestores conheçam toda a prática da cadeia de produção, pois somente assim será possível ser inovador nos processos, nos produtos e nos serviços. Voltollini ressaltou a necessidade de observar os cenários econômicos para procurar atender às necessidades sociais e ambientais, para que essas mudanças repercutam nos clientes que, por sua vez, passem a consumir mais os seus produtos e a indicá-los para seus respectivos parceiros.

 
 

Ricardo Voltolini apresenta o fim da teoria do "ou/ou"

A responsabilidade para deflagrar essas modificações na cultura da gestão, o mind set, deve vir de todos os atores envolvidos nas questões relativas à companhia, “A necessidade da urgência na transformação alterou o pensamento dos diferentes setores das empresas. A lógica mudou”, finalizou.

Adaptar-se para ampliar as possibilidades

Quando se pensa em inovação, quase sempre é feita uma ligação com modificações nos produtos e nos serviços. Raras são as vezes em que alguém percebe que mudanças na estrutura da equipe ou na forma de gerir certas atividades também podem ser incluídas como importantes quesitos inovadores. Empresas modernas pensam dessa forma.

Foi esse o ponto de partida para o último palestrante, Silvio Meira, cientista-chefe do C.E.S.A.R  - Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife.

Meira apontou dados interessantes que podem exemplificar a necessidade imediata de uma nova lógica. “Em estado normal de coisa, três quartos dos produtos são um fracasso e nove décimos das empresas são um fracasso, portanto não é preciso uma crise financeira para mostrar que o sistema financeiro é um colapso”. A intenção do palestrante era alertar que a necessidade de inovar é extremamente necessária em todas as organizações. 

O cientista do C.E.S.A.R mostrou a importância de incluir todos os colaboradores dentro dos processos, pois são essas pessoas que conhecem as falhas dos métodos, as oportunidades de melhoria, as demandas e necessidades dos clientes e o potencial de oportunidades da empresas. Trata-se de uma afirmação que pode ser considerada óbvia, afinal são eles que estão em contato direto com os fornecedores e os clientes. Mas nem sempre essa visão consegue ser realizada.

Nesse sentido, Meira apontou que a estrutura para inovar deve ser leve, mas precisa ser mantida sob controle: “Criar um pequeno caos é interessante, mais não pode ser mais que o necessário nem o menos que o exigido”.

Com uma apresentação bastante instigante e interativa, Meira apontou uma das grandes inovações no futuro: a deslocalização e a dessincronização dos serviços e negócios. Ou seja, mudar a maneira com a qual as pessoas agem com o mundo, deixando de deslocar-se para cumprir tarefas como ir à escola ou ao trabalho, o que altera o funcionamento das cidades, pois implicará na diminuição do número de pessoas e carros nas ruas. “A tecnologia proporcionou esta mudança. Inovação é um futuro incerto, a pior parte é convencer as pessoas da necessidade de inovar, errar, aprender, tentar, desaprender, mas no fim é preciso dar esse salto para sobreviver ao mercado”.

Para o cientista, a melhoria da qualidade de vida no século XXI ocorreu principalmente devido ao investimento dos governos na inovação tecnológica e educação. A utilização das ferramentas web facilitou e expandiu esse processo, gerando um fluxo de ideias contínuo e proporcionando, em alguns casos, aumento de até 27% na produtividade.
Com a fala de Meira somada a dos outros palestrantes, ficou clara a importância de buscar novas formas de gerir as empresas com atitudes que beneficiem os negócios e todos os seus envolvidos. Como bem apontou Sílvio Meira, não é apenas no campo da biologia que as leis de Darwin estavam certas. Seus conceitos podem ser aplicados também à gestão empresarial: “Quem sobrevive não é o mais forte, nem o mais inteligente, mas sim o mais adaptável”.

Silvio Meira finaliza o evento com a sua palestra: " Adaptar-se para ampliar as possibilidades"

 

 

 


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