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EDUCOMUNICANDO - 132
 
     
     
     
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Porque as mudanças nos assustam?

Texto de Arthur Shaker, palestrante do próximo evento "Preparando as pessoas para a realidade das mudanças" que acontecerá no dia 25/11/2009

Todos nós seres humanos queremos a felicidade, e lutamos para escapar do sofrimento. Temos projetos para nossa vida, compromissos com nossas famílias, responsabilidades no nosso trabalho, contas a pagar, sonhos a realizar. Tudo isso está dentro do mundo.

Para isso nós fazemos a nossa parte: planejamos nossa carreira, investimos na nossa formação, somos diligentes na dedicação aos nossos chefes, somos cuidadosos quando nos dirigimos aos nossos subordinados, zelamos pelo bem-estar da nossa família, cultivamos um corpo saudável, cuidamos da nossa mente ouvindo boas músicas e relaxando com nossos amigos e família sempre que temos um tempo livre. Quando uma dessas atividades não é realizada da forma adequada nós sabemos que vamos enfrentar adversidades. Mas e se todas elas forem desempenhadas a contento? Será que isto é garantia para nos afastarmos dos problemas?

O mundo exige, ainda, facilidade para lidar com as mudanças. Por quê? Parece que todos estão de acordo que tudo está mudando o tempo todo. A globalização redefine o mapa do mundo, dos investimentos, das megafusões. Rápido avanço tecnológico. Necessidade de atualização, informação, aprender novos métodos, novas tecnologias, estar a par de tudo. Como reagimos a esta pressão? Aceitamos as mudanças serenamente? Se a bolsa cai ficamos tranqüilos pensando “Hum, ela vai subir daqui a um ano”?

Cada vez que uma redefinição ocorre o modelo de vida que nós escolhemos é ameaçado. O temor da perda de emprego, de status, de rebaixamento de salário, incertezas sobre novos esquemas e relacionamentos. As inseguranças agitam e inquietam a mente humana. Ansiedade, tensão e estresse surgem. Por isso é que temos medo da mudança! Tudo o que nós acreditamos e gostamos pode se perder num instante!

Com o avanço dos recursos materiais, poderíamos esperar que o ser humano trabalharia menos, e com isso ganharia mais tempo para sua vida pessoal. Isto está acontecendo? E as queixas das pessoas de que elas têm cada vez menos tempo para seu lazer, sua vida familiar, sua vida criativa, e que elas se sentem inseguras, solitárias, com medo de perder o emprego, de se tornarem obsoletas, sob crescente pressão das mudanças para situações desconhecidas? Porque tantas notícias sobre o aumento da depressão, infarto, divórcios, obesidade, colesterol?

Mas se o modelo de vida que nós temos não está sendo capaz de nos trazer felicidade e de nos afastar da insatisfatoriedade, qual é a alternativa? Existe algo que pode ser feito?
Há dois mil e quinhentos anos atrás, na Índia, o jovem Sidarta Gautama, que viria a se tornar o Buda, fez a si mesmo estas mesmas perguntas. E percebeu que a resposta a estas perguntas não pode ser obtida sem uma compreensão muito clara do funcionamento da nossa mente. Esta compreensão permite fazer escolhas progressivamente mais hábeis, que criarão as condições necessárias para a obtenção de uma mente tranqüila, feliz, capaz de lidar com as diversas dimensões humanas, e a atravessar com harmonia essa vida finita.

Para isto, o Buda desenvolveu um método de treinamento mental que permite a compreensão da realidade num nível mais profundo. Este método se constitui numa prática que está ao alcance de todos os seres humanos. Seu aperfeiçoamento tem como frutos a sabedoria e a harmonia interna. E certamente, difundir o benefício desta prática também para os funcionários das empresas beneficiaria a todos, empresa, funcionários e colaboradores.

Essas questões e o método de treinamento mental são os temas que serão abordados nas palestras de 25 de novembro.

 

 

 
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