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EDUCOMUNICANDO - 133
 
     
     
     
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Medo de mudar?

Por Paulo Araujo, escritor e conferencista. Formado em Administração de Empresas, tem pós-graduação em Marketing e em Gestão pela Qualidade e Produtividade.

 

Não, não tem jeito.

A única coisa que não deve mudar nos próximos anos é o constante estado de transição que estamos vivendo, e com a possibilidade de elas se tornarem cada vez mais rápidas. Isso significa que para conseguir acompanhar o ritmo e ter sucesso na vida, as pessoas devem se adaptar a novas situações, "aprender a aprender", reciclar conceitos, posturas e atitudes.

É lógico que mudar o jeito de ser não é fácil. Mas quando se fala em mudança, não é uma sugestão para aderir ao radicalismo. Muito pelo contrário, as mudanças mais eficazes são aquelas realizadas sem traumas, planejadas e executadas de forma transparente - pequenas, mas contínuas.

Por que mudar?

Simplesmente porque o mundo em que nascemos não é mais o mundo em que vivemos. A grande maioria de nós faz parte da geração "KichutedoCongaBamba", ou seja, era uma grande alegria ganhar um Kichute novo para jogar bola (dando o laço em volta do tornozelo ou por baixo do dito cujo), um Bamba monobloco branco para as aulas de educação física no colégio e o Conguinha branco para desfilar no dia 07 de setembro.
Éramos felizes assim, mas isso é passado.

Mas como mudar?

1. Saia da zona de conforto.

Todos, sem exceção, têm hábitos, crenças, valores, preconceitos, soluções testadas para determinadas situações. O problema não é mudar, é saber o que e o quanto mudar.

Evoluímos ao mesmo tempo como profissionais e seres humanos. Então, como descobrir qual a velocidade em que devo mudar? Nada é estático - descubra quais os pontos que hoje atrapalham a ascensão profissional ou algo no campo pessoal.

É preciso buscar novas habilidades e aptidões para ser mais competitivo no mercado. Pergunte a você mesmo quais competências estão faltando para o desenvolvimento da área profissional.

2. Medo e insegurança.

Anormal seria se não existissem essas sensações. O desconhecido gera medo e insegurança. É natural e benéfico passar por este processo, pois ele nos faz ponderar um pouco mais, evitando a precipitação na tomada de decisões.

O problema é quando o medo não deixa agir. Ter medo é normal, mas continue a pesquisar e verificar se vale a pena mudar. Não fique estático, não pare o processo. Torne o medo um aliado.

Pergunte-se sempre: o que exatamente me causa medo no processo de mudança? Medo de perder o emprego? A família? Meus bens materiais? O que assusta tanto que não me deixa evoluir?

3. Novas possibilidades.

Essa é a recompensa para quem consegue superar as etapas acima. Novas possibilidades de ganho, atravessar e conhecer novas fronteiras, vencer o desconhecido. Novos desafios demandam novos talentos e competências a serem adquiridos. Não existem desafios que não exijam mudanças.

Diga não à rotina. Pergunte sempre: E por que não? Essa pergunta é preciosa. Para mudar é preciso questionar. Questione, questione e questione exaustivamente. Procure olhar a situação com novos olhos, de forma empática, não fique preso a somente um ponto de vista. Aceite opiniões, novas idéias, crie novas oportunidades.

4. Convença a si mesmo.

Seja qual for o processo de mudança, a primeira pessoa a ser convencida de que vale a pena mudar é você mesmo. Só inicie um processo de mudança, profissional ou pessoal, se estiver plenamente convencido de que vale a pena.

Se não estiver certo do que fazer é melhor preparar-se um pouco mais, mas dificilmente alguém estará 100% pronto. Imprevistos ocorrem no meio do caminho, mas só os supera quem estiver realmente comprometido e convencido de que os resultados esperados podem surgir.

Lembre-se: você deve ser o primeiro a estar convencido de que mudar vale a pena.

*Paulo Araújo é escritor e conferencista. Formado em Administração de Empresas, tem pós-graduação em Marketing e em Gestão pela Qualidade e Produtividade

 

 

 
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